sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Caso Maurício Ramos Bessa.

Nesta série de posts irei relembrar alguns dos casos mais famosos da Casuística tanto Brasileira quanto Internacional, serão centenas deles, das quais serão divididos da seguinte forma Dia e Mês, o ano será aleatório. São dezenas de casos que chamou minha atenção quanto ao fenômeno Ovni, a chamada parte do que alguns dizem, 2% da quais não são explicadas com clareza, além de falar de outros que são completamente fraudulentos.


Não será um Dossiê como escrevi anteriormente, será como uma memorando, um copilado de diversos casos que estudei em meu tempo livre.

Os Memórias da Ufologia de hoje, vai relembrar um dos episódios, um dos primeiros casos de contato com tripulantes de óvnis ocorridos em território brasileiro.

O Caso Maurício Ramos Bessa é um dos muitos casos investigados pela Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV). Ocorreu em 12 de janeiro de 1953, por volta das 13 horas de um dia nublado, nas proximidades da fazenda Guarará, em Santana dos Montes, Minas Gerais. O episódio foi divulgado no Boletim da SBEDV, nº 55/59, de agosto de 1967, cuja transcrição segue abaixo:

"O fato se deu em 12 de janeiro de 1953, às 13 horas e foi relatado pelo seu protagonista, Maurício Ramos Bessa, ao Sr. Eber Silvestre, irmão do nosso sócio da SBEDV, Elder Silvestre, que se mudou agora para Brasília. Foi Eber que localizou a testemunha e fez o interrogatório, assistido por nós em alguns dos pormenores.

Maurício tem hoje 39 anos, é casado, sabe ler e escrever e trabalha no biotério em um dos grandes hospitais do Estado da Guanabara, há 8 anos, tendo nascido aqui mesmo no Rio.

Santana dos Montes dista 3 horas, de automóvel, de Conselheiro Lafayette, e Maurício, depois do seu casamento (lua de mel?) hospedou-se na casa de um colono (parente de criação por parte da Senhora Henriqueta Nogueira de Almeida) da fazenda Guarará, que fica ainda uma légua e meia de Santana.

(Observação: Légua era a denominação de várias unidades de medidas de itinerários (de comprimentos longos) utilizadas em Portugal, Brasil, e em outros países, até à introdução do sistema métrico. As várias unidades com esta denominação tinham valores que variavam entre 2 e 7 quilômetros.

Légua terrestre antiga

De acordo com os dados informados por Iraci del Nero da Costa[1], e admitindo-se que a "polegada" em questão era equivalente a 2,54 cm, pode-se construir a seguinte relação:

1 légua = 3000 braças = 6000 varas = 15 000 côvados = 30 000 palmos = 666 000 centímetros = 6660 metros

Légua terrestre atual

A légua imperial é a maior unidade do sistema imperial de medidas. Esta é a única légua que tem uma definição e equivalência exatas, pois equivale cabalmente a 4,828032 quilômetros.

Em Portugal

Durante o período de transição das antigas unidades de medida para o sistema métrico, por Decreto de 2 de Maio de 1855, foi estabelecida a "légua métrica", equivalente a 5000 metros (5 quilômetros).

No Brasil

No estado de São Paulo, principalmente no interior, denomina-se "légua" à distância percorrida a pé (caminhada) por uma hora, sendo de aproximadamente 2 quilômetros. Também no estado de São Paulo, em algumas partes do interior, a légua terrestre é conhecida como o equivalente a 6 quilômetros.

No Nordeste brasileiro já foi uma unidade de medida muito utilizada, que equivalia a 6 km. Atualmente encontra-se em desuso. Porém, há algumas pessoas (principalmente as "mais antigas") que ainda utilizam essa denominação para referir-se ao comprimento de 7 km).

Local aonde ocorreu o evento, em Santana dos Montes, destacado em vermelho.
Naquele dia tinha ido ao lugarejo para fazer compras, e na volta, saindo da estrada a meia légua, para atravessar o portão da fazenda, tomou um corte que abreviava bastante o caminho que conduzia através de terreno plano com capim, perto de um estábulo de vacas e um bambuzal e eucaliptal, quando viu uma coisa luminosa, mais adiante, que o deixou surpreso.

Perdeu o objeto de vista devido ao terreno. Meia hora depois, já à distância de 6 metros, o viu pela segunda vez. Era um veículo menor que um Volks, de cor metálica, brilhante, a 1,30 metros do chão, achatado embaixo, ovalado em cima. Ele ficou o observando. Estava agora a 2 metros do veículo, quando, após esperar 2 minutos, de repente, apareceu um vão quadrado, e, em um movimento basculante, uma porta de deslocou para cima. Dois personagens pularam para o chão, que naquele lugar não apresentava capim. Eles tinham roupa cor de chumbo, a qual porém brilhava como um metal, e tinham uma bola brilhante na ponta dos pés, acima do sapato (que parecia ter mais uma forma quadrada, conforme desenho de Maurício). O disco deu um balanço para baixo, porém a porta não encostou no chão. Mesmo assim eles entraram no disco, apesar de não terem dado um pulo para cima. Maurício apenas achava que deviam ter prática. Não viu mais a porta fechar, nem o disco subir, porque a dor de cabeça estava tão forte, que nada mais via. Quando a pressão da cabeça de repente cesso, nada mais se via do disco. Foi para a casa com toda a naturalidade, nada mais sentindo no dia seguinte.

Desenho feito pela testemunha descrevendo
seu estranho encontro.
Entrando em pormenores, disso o Sr. Maurício, que dentro do disco, através da porta, tinha visto outro tripulante, mas todo imóvel, que parecia olhar para fora. A roupa deles parecia inteiriça; não parecia ter fecheclair, nem bolsas, nem bainhas, com as mãos e dedos também ainda envolvidos no material individualmente. Até o pescoço e o rosto eram cobertos pelo material com um buraco no meio do rosto, mas não viu os olhos. Os homens tinham 1,30 a 1,40 de altura e no peito, um quadrado brilhante de 3x5 cm aproximadamente. A cabeça parecia mais achatada em relação à nossa. Os movimentos dos homens eram mais rápidos que os nossos, especialmente aquele que recolheu o barro. Foi ver depois o buraco no chão, que tinha uma profundidade de 5 cm com uma abertura circular de 3 cm. Não se viam entretanto pegadas dos homens no chão de barro seco. Não escutou conversa entre eles, mas um deles dirigiu-se com movimentos de cabeça ao outro, talvez umas três vezes. Maurício nenhuma pergunta fez a eles, por senti-los superiores À ele, mas achou que eles o convidaram para entrar no aparelho, porém, ficou com medo, sem saber o que responder. O céu daquele dia era nublado.

Em 1954 relatou o acontecimento ao repórter do Globo, Homem Rodrigues.

Fontes.

http://www.fenomenum.com.br/ufo/casuistica/1950/bessa

https://www.youtube.com/watch?v=WyoMcfgQXN4

https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9gua

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